ESTRUTURAS ARTIFICIAIS NA LUA? FÍSICO LEVANTA HIPÓTESE POLÊMICA EM MEIO AOS ATRASOS DO PROGRAMA ARTEMIS

“A chance de existirem estruturas artificiais na superfície da Lua é maior que 50%.” A declaração é do físico teórico Maaneli “Max” Derakhshani, que defende que o satélite natural da Terra pode guardar indícios de tecnologia não humana que estariam sendo negligenciados pela ciência convencional.

De acordo com o pesquisador da Universidade de Utrecht, a Lua não deve ser vista apenas como um ambiente estéril coberto de poeira. Seus estudos apontam para formações incomuns que não se encaixariam nos modelos geológicos tradicionais e que, segundo ele, deveriam ser analisadas como possíveis “tecnoassinaturas” de uma civilização extraterrestre.

As afirmações surgem em um período delicado para a exploração lunar. A NASA precisou rever o cronograma das missões Artemis II e III após problemas técnicos, incluindo vazamentos de hidrogênio e falhas de sistemas, o que levou ao adiamento de lançamentos importantes.

Enquanto o retorno humano à Lua permanece incerto, Derakhshani sugere que a cautela pode não ser apenas técnica. Para ele, é válido questionar se a lentidão do programa Artemis também estaria relacionada a possíveis descobertas sensíveis que poderiam ser feitas na superfície lunar.


O enigma da cratera Paracelsus C


Um dos pontos centrais da pesquisa envolve a cratera Paracelsus C. Com o uso de inteligência artificial aplicada a imagens da sonda LRO, teriam sido identificadas estruturas com ângulos retos bem definidos. Segundo o físico, algumas dessas formações alcançam cerca de 30 metros de altura e ultrapassam 100 metros de extensão.

Uma delas apresenta formato semelhante à letra “T” e, na avaliação do pesquisador, não poderia ser explicada apenas por processos naturais, como impactos de micrometeoritos. Ele argumenta que padrões retangulares tão precisos são incomuns na geologia e, por isso, mereceriam investigação detalhada, em vez de descarte imediato.


Sigilo, segurança e imagens incompletas


Derakhshani questiona a ausência de posicionamentos oficiais claros sobre essas possíveis anomalias. Ele cita a legislação espacial norte-americana de 1958, que prevê restrições à divulgação de descobertas que possam afetar a segurança nacional. Também menciona a missão Clementine, de 1994, que teria tido objetivos estratégicos além dos científicos divulgados à época.
O físico aponta ainda que diversas imagens públicas da superfície lunar apresentam trechos desfocados ou áreas cobertas por blocos de cor, o que para ele indicaria possível filtragem de informação sensível.


Indícios térmicos e materiais incomuns


As suspeitas não se baseariam apenas em imagens. Estudos internacionais identificaram uma área termicamente anômala na região de Compton-Belkovich, com emissão de calor muito superior à média do entorno, um fenômeno que ainda gera debate quanto à sua origem.

Ele também relembra análises históricas que alertavam para o impacto social de uma eventual descoberta de tecnologia não humana, sugerindo que isso poderia explicar certa resistência institucional em tratar o tema de forma aberta.
Para Derakhshani, porém, a sociedade atual estaria mais preparada para lidar com revelações desse porte. Com os avanços, e tropeços, das novas missões lunares, ele acredita que o debate sobre possíveis estruturas artificiais na Lua tende a ganhar força.

Seriam apenas formações geológicas incomuns ou vestígios de uma presença tecnológica antiga? A resposta, segundo ele, pode estar mais próxima, e mais controversa, do que se imagina.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *