EXÉRCITO DOS EUA TESTA BLOQUEIOS DE GPS NO TEXAS APÓS RELATOS DE UFOS NA REGIÃO
Interrupções no funcionamento de sinais de GPS e possíveis instabilidades em serviços de telefonia móvel devem afetar amplas áreas do Texas ao longo de fevereiro, em razão de testes militares conduzidos pelo Exército dos Estados Unidos com sistemas de defesa antidrone e guerra eletrônica.
As atividades ocorrem na base de Fort Hood e abrangem uma zona que inclui grandes centros urbanos como Dallas, Houston e San Antonio, alcançando inclusive áreas próximas a Oklahoma City.
Os exercícios começaram no início do mês e seguem em janelas programadas nas manhãs de sexta-feira e sábado, com etapas finais previstas para a última semana do período anunciado. Segundo comunicados operacionais, os testes podem degradar temporariamente a precisão de navegação por satélite, afetando equipamentos que dependem de GPS — como aeronaves, drones civis, sistemas embarcados e dispositivos eletrônicos de uso cotidiano.

Autoridades de aviação orientaram pilotos e operadores de drones a adotarem procedimentos alternativos de navegação e a reportarem qualquer comportamento anômalo de instrumentos conforme os protocolos oficiais. A área de possível impacto ultrapassa 300 quilômetros de largura, embora nem todos os sistemas devam sofrer falhas perceptíveis.
Os ensaios são classificados como “testes de interferência de GPS”, termo usado para descrever cenários em que o sinal é deliberadamente degradado ou negado para simular condições reais de conflito eletrônico. Em operações desse tipo, costumam ser empregados transmissores de interferência e técnicas de falsificação de sinal de radiofrequência, capazes de confundir ou sobrecarregar receptores.
As manobras ocorrem poucos dias depois de um episódio que chamou atenção na região de El Paso, quando o espaço aéreo foi fechado emergencialmente por motivos de segurança. A restrição inicial abrangia voos comerciais, cargueiros e aviação geral em uma faixa de cerca de dez milhas, do solo até 18 mil pés de altitude. A medida foi revertida pouco depois, mas gerou versões divergentes por parte das autoridades sobre a natureza do objeto que motivou o alerta.
Relatos preliminares mencionaram a possível presença de um drone ligado a atividades criminosas na fronteira. Posteriormente, a explicação oficial passou a apontar que o objeto atingido por sistemas de defesa seria apenas um balão festivo. A mudança de narrativa gerou críticas e especulações nas redes sociais.
Testemunhas locais afirmaram ter observado um objeto aéreo incomum nas proximidades do Aeroporto Internacional de El Paso pouco antes do fechamento do espaço aéreo. Um dos relatos descreve uma estrutura de grandes dimensões liberando objetos menores durante o voo. Imagens e depoimentos foram enviados para a plataforma colaborativa Enigma, dedicada ao registro de ocorrências ufológicas.

Outras duas testemunhas relataram luzes esféricas ou “orbes” em alta altitude na mesma região, em datas próximas ao incidente. Segundo esses registros, os objetos não apresentavam características típicas de aeronaves convencionais ou operações militares conhecidas. Um operador de drone afirmou observar luzes semelhantes com frequência ao voar em determinadas bandas de frequência.
Céticos, por outro lado, destacaram que os vídeos disponíveis apresentam baixa definição e forte desfoque, o que impede qualquer identificação técnica confiável. Especialistas lembram que artefatos visuais, reflexos, balões e drones fora de foco podem facilmente gerar interpretações equivocadas.
Dentro do contexto operacional, o Exército norte-americano realiza regularmente treinamentos de combate a drones em Fort Hood, combinando radares, interceptadores e recursos de guerra eletrônica para detectar, rastrear e neutralizar aeronaves não tripuladas. Exercícios com degradação intencional de GPS fazem parte desse pacote de preparação tecnológica.
Fonte: DailyMail

