PRÉ-CANDIDATO À PRESIDENTE AFIRMA QUE VAI LIBERAR ARQUIVOS DE UFOS DO BRASIL
Um tema que durante décadas permaneceu restrito a círculos militares e debates especializados voltou ao centro do debate político brasileiro.
O ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo, atualmente pré-candidato à Presidência da República, afirmou que poderá tornar públicos documentos oficiais sobre fenômenos extraterrestres caso vença as eleições de 2026.
A declaração foi feita nas redes sociais e marcou uma das primeiras promessas de campanha do político. Segundo Rebelo, o Brasil possui registros mantidos pelas Forças Armadas relacionados ao tema UFO, e essas informações poderiam ser divulgadas ao público sob sua eventual gestão.
O presidenciável relacionou sua proposta ao movimento recente nos Estados Unidos, onde o ex-presidente Donald Trump sinalizou a possibilidade de revelar arquivos ligados a investigações sobre vida extraterrestre. Rebelo afirmou que acompanharia uma iniciativa semelhante no Brasil caso os norte-americanos realmente avancem na abertura desses documentos.
De acordo com ele, sua experiência como ministro da Defesa lhe permitiu conhecer a existência de materiais oficiais sobre o assunto. Embora não tenha apresentado detalhes sobre o conteúdo desses registros, indicou que há informações arquivadas pelas instituições militares brasileiras e que sua divulgação dependeria de uma decisão política futura.

A declaração reacende discussões antigas sobre o nível de transparência governamental em relação aos chamados fenômenos aéreos não identificados. O Brasil possui histórico relevante de investigações militares sobre ocorrências desse tipo, muitas delas parcialmente liberadas ao público ao longo das últimas décadas, enquanto outras permanecem classificadas.
Além da promessa envolvendo arquivos ufológicos, Rebelo também tem adotado um discurso crítico em relação ao cenário institucional brasileiro. Durante o lançamento oficial de sua pré-candidatura, realizado no fim de janeiro de 2026, o político questionou o protagonismo do Supremo Tribunal Federal no país, defendendo o que considera um reequilíbrio entre os poderes da República.
A menção à possível divulgação de documentos sobre alienígenas ocorre em um momento em que o tema ganha visibilidade internacional, impulsionado por audiências governamentais, relatos militares e debates sobre transparência em diferentes países.

Em 2013, membros da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) e representantes das Forças Armadas reuniram-se no Ministério da Defesa (MD), para tratar do acesso a documentos militares que tratam de relatos envolvendo Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs).
O encontro foi o desdobramento de uma reunião ocorrida no início de fevereiro, quando o ministério debateu procedimentos administrativos para responder a requisição de informações feitas por mais de 30 conferencistas do Brasil no IV Fórum Mundial de Ufologia.
Na ocasião, determinou-se que todos os documentos sob responsabilidade da Marinha, do Exército e da Aeronáutica relacionados ao assunto fossem tornados públicos, como estabelece a Lei de Acesso à Informação (LAI).
Durante aquela reunião os pesquisadores relataram as dificuldades encontradas para acessar documentos classificados como secretos e ultrassecretos. “Existem muitas questões sem resposta em casos famosos como o de Varginha, o da Corveta Mearim e da Ilha de Trindade”, disse Ademar Gevaerd.

À época, o secretário de Coordenação e Organização Institucional do Ministério, Ari Matos, afirmou que as informações que ainda não se tornaram públicas são exceções. “A regra geral é disponibilizar todos os documentos. Alguns casos ainda têm que obedecer ao prazo legal, mas isso é uma questão que em breve será solucionada”, completou.
Segundo o diretor do Departamento de Organização e Legislação do MD, Adriano Portella, a Defesa tem feito todo o esforço para cumprir os prazos estabelecidos pela LAI no que diz respeito à desclassificação e publicação dos documentos. “A lei determina o prazo de dois anos, a partir de sua promulgação, para a revisão das informações classificadas como secretas e ultrassecretas”, explicou Portella. “Esse trabalho já está sendo feito, e os documentos serão desclassificados dentro do prazo legal”.
Na avaliação de Ari Matos, o resultado mais importante do encontro foi estabelecer uma relação de parceria com os ufólogos. “A LAI abriu a possibilidade de o grande público acessar diversas informações produzidas pelo governo. É preciso criar um caminho regular de contato que atenda aos interesses da comunidade de ufólogos e da sociedade”, disse o secretário.
Ao final do encontro, os ufólogos comemoraram a iniciativa. “Essa é uma data que vai entrar para a história da Ufologia”, disse Fernando Aragão, da revista UFO. “É a primeira vez que o Ministério da Defesa de um país chama ufólogos para conversar formalmente sobre discos voadores”, celebrou. “Estamos otimistas com a porta que nos foi aberta e esperamos avançar nas discussões”, disse Aragão.
Além de Gevaerd e Fernando Ramalho, participaram da reunião Thiago Ticchetti e Gener Silva
Fonte: http://Metrópoles

