ASTRONAUTAS DA APOLLO 10 ACREDITARAM TER OUVIDO “MÚSICA EXTRATERRESTRE” NO LADO ESCURO DA LUA
Áudios gravados durante a missão Apollo 10 foram mantidos em sigilo por anos, e só foram liberados ao público pela agência em 2008
Com a recente passagem da missão Artemis II ao redor da Lua, uma série de curiosidades registradas pelos astronautas vieram à tona. Em 1969, quando a missão Apollo 10, a quarta tripulada do programa Apollo, também registrou uma série de arquivos ao passar pelo lado escuro do satélite natural da Terra. Em 2008, a Nasa desarquivou alguns deles e um em especial se mostrou bem misterioso: um ruído não identificado que o trio de agentes espaciais ouviram durante quase uma hora do outro lado da Lua.
Na gravação, que foi ao ar em 2016, na série documental “Os documentos inexplicáveis da Nasa“, do Discovery Channel, aparece um assovio ou zumbido que foi ouvido nos fones de Thomas Stafford, John Young e Eugene Cernan, astronautas da missão. “Você ouviu isso? Esse apito? É realmente uma música estranha“, pergunta Cernan.

Naquele momento, a espaçonave não tinha comunicação com a Terra, sem transmissão de rádio, assim como aconteceu com a Artemis II nos últimos dias, quando contornou a Lua. Portanto, sem serem ouvidos, os três se questionaram se reportariam o acontecimento para a Nasa, e chegaram a levantar a hipótese de que ninguém acreditaria neles. O som era descrito como um “uuuuu“, que aumenta e diminui de intensidade. Ouça no vídeo abaixo, por volta dos 2 minutos. O fenômeno voltou a se repetir com a expedição Apollo 11, também em 1969, e foi ouvido pelo agente espacial Michael Collins, que orbitava a Lua sozinho, enquanto os colegas Neil Armstrong e Buzz Aldrin iam à superfície. Essa foi a primeira missão que realizou um pouso tripulado na Lua.
Collins chegou a registrar o acontecimento em seu livro ‘Carrying the Fire: An Astronaut’s Journeys’. “Se eu não tivesse sido avisado sobre isso, teria me assustado demais“, escreveu. Ele também afirma que os ruídos começaram quando os colegas ligaram seus rádios, próximos um ao outro. Essa é a explicação mais aceitável para o fenômeno até agora.
No mesmo programa da Discovery Channel, um engenheiro da agência espacial entrevistado explicou que o som era uma “interferência entre os módulos”, que estavam em órbita e na superfície da Lua. Mas a produção do programa manteve o mistério e mostrou Al Worden, comandante da Apollo 15, afirmando que não acredita nesta versão e acha que “há algo por ali”.

Outras missões já registraram UFOs no espaço
O fenômeno ufológico nas missões espaciais dos Estados Unidos ganha força principalmente pelos relatos de astronautas, profissionais altamente treinados, acostumados a identificar fenômenos no espaço.
Desde os primeiros voos da NASA, já surgiam observações incomuns. No programa Mercury e, depois, no Gemini, astronautas relataram luzes e objetos que pareciam acompanhar suas cápsulas em órbita, realizando movimentos difíceis de explicar como simples detritos espaciais.
Durante a missão Apollo 11, Neil Armstrong e Buzz Aldrin observaram um objeto luminoso no espaço profundo, descrito como algo que os acompanhava à distância. Embora a explicação oficial tenha sido um estágio do foguete refletindo a luz solar, o episódio permanece controverso.
Entre os testemunhos mais impactantes está o de Gordon Cooper, que afirmou ter visto objetos não identificados tanto durante voos quanto em solo, e o de Edgar Mitchell, que declarou publicamente acreditar que governos escondem evidências sobre vida extraterrestre.

Na era moderna, imagens e relatos vindos da Estação Espacial Internacional (ISS) continuam alimentando o debate, com astronautas e transmissões ao vivo mostrando objetos de comportamento incomum; muitas vezes explicados como reflexos, partículas ou satélites, mas nem sempre de forma conclusiva.
No centro desse mistério está um ponto crucial: não se trata de testemunhas comuns, mas de astronautas treinados para reconhecer qualquer objeto no espaço; e ainda assim, alguns afirmam ter visto algo que não conseguiram explicar.

