DENUNCIANTES PROMETEM NOVAS EVIDÊNCIAS SOBRE UFOS E CONTESTAM NARRATIVA DE ORIGEM DEMONÍACA EM EVENTO QUE PODE MARCAR A HISTÓRIA
Novas informações sobre contatos com UFOs e acobertamento ufológico são esperadas em meio às afirmações do vice-presidente JD Vance, que afirma que os UFOs seriam demoníacos; levantam críticas de que essa narrativa pode servir para afastar o fenômeno do rigor científico, enquanto o ufólogo Steven Greer intensifica sua atuação pública em meio à crescente pressão por respostas
O evento marcado para 8 de maio no National Press Club, em Washington, não é tratado por Greer como uma simples conferência. Ele o posiciona como uma continuação direta — e mais avançada — do histórico encontro realizado em maio de 2001, quando militares, agentes de inteligência e testemunhas ligadas a programas classificados vieram a público denunciar a existência de operações secretas envolvendo tecnologia não humana. Na época, aquele evento ficou conhecido como um dos momentos mais contundentes da chamada “era moderna da divulgação”.
Agora, segundo Greer, o novo encontro pretende ir além do testemunho: o foco será a base científica e tecnológica do fenômeno UAP. Em sua entrevista a Michael Sandler, ele afirma que denunciantes ativos, e não apenas aposentados, devem se apresentar, alguns pela primeira vez, trazendo informações que, segundo ele, envolvem engenharia reversa, sistemas de propulsão avançados e programas clandestinos mantidos fora do escrutínio governamental convencional. A promessa é de um salto qualitativo no nível das revelações, com dados que poderiam redefinir completamente a compreensão pública sobre o fenômeno.

Dentro desse contexto, Greer também reagiu de forma contundente às declarações do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que não apenas sugeriu uma possível natureza demoníaca para os UAPs, mas foi além: segundo relatos discutidos por Greer, Vance teria associado diretamente a ideia de extraterrestres a entidades demoníacas. A afirmação ganhou repercussão justamente por partir de uma autoridade política de alto nível, reforçando uma leitura que mistura fenômeno ufológico com interpretações religiosas.
Para Greer, essa narrativa não é apenas controversa, ela seria funcional. Ele afirma que o próprio Vance admitiu, em entrevista, não possuir conhecimento aprofundado sobre o tema, o que levanta questionamentos sobre a origem dessas declarações. Segundo o ufólogo, assessores próximos ao vice-presidente estariam deliberadamente incentivando essa abordagem. Na prática, ao enquadrar os UAPs como algo “demoníaco” ou sobrenatural, o fenômeno é retirado do campo científico, afastando investigações técnicas sérias.

Na visão de Greer, isso cria uma espécie de blindagem narrativa: ao invés de discutir engenharia, física avançada ou possíveis programas secretos, o debate é deslocado para o campo da crença, onde evidências perdem espaço para interpretações. Esse deslocamento, segundo ele, favorece diretamente a manutenção do sigilo sobre tecnologias reais.
Outro ponto central defendido por Greer, e que deve ser amplamente explorado no evento de maio, é sua afirmação de que mais de 80% dos UFOs relatados atualmente não seriam de origem extraterrestre, mas sim veículos construídos por humanos. Segundo ele, esses projetos teriam origem em iniciativas aeroespaciais secretas iniciadas ainda na década de 1950, evoluindo ao longo das décadas com base em tecnologias recuperadas ou desenvolvidas em paralelo à indústria convencional. Essa alegação, extremamente controversa, coloca em xeque toda a narrativa tradicional da ufologia e sugere um cenário onde governos, ou estruturas paralelas a eles, dominariam tecnologias muito além do conhecimento público.
Paralelamente a essas declarações, um caso recente voltou a ganhar força nas redes: o relato da capitã Kate McCue, que registrou um objeto incomum sobre um navio de cruzeiro. O objeto, descrito como escuro, silencioso e com formato semelhante a uma água-viva, teria permanecido suspenso no ar antes de mergulhar no oceano. Segundo McCue, não havia qualquer ruído de propulsão, nem características típicas de drones conhecidos. O deslocamento, estimado entre 16 e 24 km/h, ocorreu mesmo contra o vento, o que levanta questionamentos sobre o tipo de tecnologia envolvida.

Esse tipo de registro, cada vez mais frequente e com testemunhas qualificadas, reforça a complexidade do fenômeno. Para Greer, casos como esse não são exceções, mas evidências de que diferentes categorias de objetos estão sendo confundidas sob o mesmo rótulo de “UFO”.
No fim, a mensagem central de Greer permanece clara e direta: a chamada “divulgação” não virá de líderes políticos isolados, nem de decisões institucionais espontâneas. Segundo ele, a pressão popular, alimentada por informação, investigação e questionamento, é o verdadeiro motor capaz de forçar a abertura desses dados. Em um cenário onde narrativas concorrentes disputam espaço, tecnológica, extraterrestre e espiritual, o controle da informação pode ser tão importante quanto o próprio fenômeno.

