GIORGIO TSOUKALOS QUESTIONA CONGRESSISTAS : ONDE ESTÃO AS PROVAS DOS UFOS?
“Mostrem as provas de UFOs ou calem-se”: a forte repreensão de Giorgio Tsoukalos após a aparição pública de David Grusch no Capitólio.
O debate em torno dos Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs) atingiu um novo ponto de ebulição após uma enorme manifestação pública em frente ao Capitólio dos Estados Unidos. No entanto, a reação mais viral e explosiva das últimas horas não veio dos céticos de sempre, mas de uma das figuras mais emblemáticas da ufologia mundial: Giorgio A. Tsoukalos.
O renomado teórico dos antigos astronautas criticou duramente o ex-oficial de inteligência David Grusch e o grupo de legisladores e jornalistas que lideraram o evento ao ar livre, acusando-os de encenar um espetáculo vazio e prolongar o sigilo sem apresentar qualquer evidência real.
Uma reação furiosa contra David Grusch e os congressistas.
Tsoukalos usou sua conta oficial na rede social X para enviar uma mensagem direta e sem filtros, demonstrando sua profunda frustração com o que considera uma falta de compromissos concretos por parte dos promotores da desclassificação.
“APRESENTEM AS PROVAS ou calem-se de uma vez. Que diarreia verbal é essa de ‘provas irrefutáveis’ SEM qualquer comprovativo? O QUE É ISSO?”, declarou o ufólogo, visivelmente irritado com o tom das declarações feitas nos degraus do edifício do governo na tarde de 9 de junho de 2026.
Para Tsoukalos, as constantes promessas políticas de uma revelação iminente, desprovidas de documentos ou vestígios físicos imediatamente expostos ao público, apenas prejudicam a seriedade da investigação do fenômeno.
“É evidente que nenhuma das pessoas que estavam naquele palco hoje leva este assunto a sério, nem deseja uma verdadeira Revelação”, acrescentou ele severamente em sua publicação.
Transparência real ou campanha de desinformação?
O descontentamento de Tsoukalos vai muito além de uma simples queixa sobre a falta de arquivos desclassificados. Em sua defesa, ele acusou diretamente os líderes do movimento político e os próprios denunciantes de fazerem parte de uma estratégia institucional de distração que está ativa há mais de oitenta anos.
“Em vez disso, com o espetáculo circense de hoje, estão a confundir ainda mais as coisas. É tão claro como o dia que fazem parte da MESMA campanha de desinformação que já dura décadas, desde os anos 40”, afirmou categoricamente.
O pesquisador concluiu sua postagem com um apelo à maturidade da sociedade e uma forte autocrítica do papel desempenhado pelos entusiastas do tema dentro da máquina política: “Que vergonha. Parem de perder tempo. NÓS PODEMOS lidar com a verdade. Seu idiota útil, Giorgio.”
Acusações de hipocrisia
A forte repreensão de Tsoukalos gerou rapidamente repercussões e provocou reações na própria comunidade científica. Um dos contra-ataques mais contundentes veio do pesquisador David Silva , que não hesitou em apontar a contradição entre as exigências do apresentador e sua própria trajetória na televisão.
“Embora eu aplauda as exigências por provas e evidências, preciso lembrá-lo de que você está em ‘ Alienígenas do Passado ‘”, disparou Silva diretamente para ele na mesma plataforma de mídia social.
“Objetivamente, 95% dos episódios são um lixo, e é uma das séries mais idiotas já criadas. Estou surpreso que você esteja falando em confundir as coisas e que as pessoas não estão levando a sério, quando você é o maior culpado”, concluiu o pesquisador, destacando a ironia da reclamação pública de Tsoukalos.
O contexto do evento em Washington
Essa batalha nas redes sociais eclodiu imediatamente após David Grusch aparecer publicamente ao lado de um grupo bipartidário de legisladores, incluindo figuras como Anna Paulina Luna, Tim Burchett, Jared Moskowitz e Eric Burlison (para quem Grusch agora trabalha como consultor especial ). Durante o evento, realizado sob o sol, o denunciante reiterou suas alegações sobre a existência de programas secretos de recuperação de destroços de UFOs e o estudo de material biológico não humano.
O ex-oficial de inteligência declarou à imprensa que o governo dos Estados Unidos tem conhecimento de “diversos” tipos de vida extraterrestre, desde entidades biológicas corpóreas até formas de vida conscientes mais complexas. Membros do Congresso também exigiram que a Casa Branca conceda imunidade permanente a denunciantes e divulgue registros específicos como os relacionados ao famoso incidente de Varginha, no Brasil, em 1996, solicitados pelo cineasta James Fox.
Apesar do entusiasmo dos legisladores, que afirmavam estar coordenando reuniões com o Poder Executivo para forçar a divulgação dos arquivos, a paciência de certos setores parece ter se esgotado. A comunidade agora está dividida entre aqueles que apoiam a pressão política nas ruas de Washington e aqueles que, alinhados ao pensamento de Tsoukalos ou às críticas de Silva, exigem um debate com provas concretas e menos espetáculo midiático.

